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Maio Vermelho: é importante se prevenir contra a hepatite

Doença silenciosa e que pode se tornar letal, a hepatite afeta a vida de muitos brasileiros. De acordo com os últimos dados atualizados do Ministério da Saúde, só em 2017 o país já havia registrado 40.198 casos novos de hepatites virais. 

O mês de maio é voltado para discussão e conscientização da prevenção destas doenças na campanha Maio Vermelho. Classificadas pelas letras A, B, C, D (Delta) e E, as hepatites virais são inflamações causadas por vírus. Também podem ser causadas por agentes tóxicos, como o consumo intenso de álcool ou medicamentos e, ainda, há a hepatite autoimune, quando anticorpos atacam o fígado. No Brasil, mais de 70% (23.070) dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%).

Como a hepatite é transmitida?

Os principais agravantes da hepatite são sistemas de e água saneamento básico precários, assim como pouca higiene pessoal e de alimentos no caso de hepatite A e E, sendo o contágio fecal-oral.

No caso dos vírus da hepatite B, C e D, a transmissão acontece por contato com o sangue, ou seja, compartilhamento de seringas, agulhas, lâmina de barbear, alicates de unha ou outros objetos cortantes e que furam. 

Por isso, ambientes que lidam com esse tipo de material, desde clínicas médicas até salões de beleza, devem atender as normas de uso de materiais descartáveis, esterilização de materiais e equipamentos para o controle de transmissão de infecções.

Porém, transmissão por meio de transfusão atualmente é rara, graças a melhoria na tecnologia de triagem de doadores e sistemas eficientes no controle de qualidade.

A transmissão vertical da hepatite B, C e Delta pode ocorrer durante a gravidez e o parto, por isso é importante a realização de exames e acompanhamento pré-natal para gestantes.

A hepatite também pode ocorrer por transmissão sexual, caso haja relação sexual desprotegida, com possibilidade de contaminação de hepatite A, B, C e Delta.

Quais são os sintomas da hepatite A, B e C?

São diversos os sintomas da hepatite, porém nem sempre a doença apresenta sintomas. 

Principais sintomas da hepatite A e B

- Dor ou desconforto abdominal

- Dor muscular

- Fadiga

- Náusea e vômitos

- Perda de apetite

- Febre

- Urina escura

- Amarelamento da pele e olhos

Principais sintomas da hepatite C:

- Dor ou inchaço abdominal

- Fadiga

- Náusea e vômitos.

- Perda de apetite

- Febre

- Urina escura

- Coceira

- Amarelamento da pele e olhos

- Sangramento no esôfago ou no estômago

Como descobrir se eu tenho hepatite?

É importante fazer exames no surgimento de qualquer sintoma, pois quando é feito o diagnóstico precoce, com posterior tratamento, pode-se evitar a evolução da doença para cenários como cirrose ou câncer no fígado. 

Para realizar o diagnóstico já existem testes rápido que mostram o resultado dentro de uma hora e também pode ser necessário realizar outros exames em laboratório.

Como funcionam os testes rápidos de hepatite?

Os testes rápidos para hepatite estão disponíveis para o diagnóstico dos tipos B e C, disponíveis nos serviços públicos de saúde para todas as pessoas.

No caso do paciente ter mais de 40 anos, é importante realizar o teste de hepatite C, pois é possível ter sido exposto a esse vírus na juventude. 

Além disso, o exame de hepatite B é indicado para gestantes e faz parte da série de exames do pré-natal. Se diagnosticada, a gestante será tratada ainda durante a gravidez.

Como se prevenir da hepatite?

Uma das principais formas de prevenção é a vacina, que existe para hepatite do tipo A e B (a vacina do tipo B também protege contra a hepatite D). Todas essas vacinas estão disponíveis de forma gratuita no SUS. Não existe vacina para outros tipos de hepatite, sendo indicada as atitudes de prevenção. Confira abaixo:

- Prevenir hepatite A

A vacina está disponível no SUS, sendo oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias), e também no CRIE, para pessoas de qualquer idade que tenham: hepatopatias crônicas de qualquer etiologia incluindo os tipos B e C; coagulopatias; pessoas vivendo com HIV; portadores de quaisquer doenças imunossupressoras; doenças de depósito; fibrose cística; trissomias; candidatos a transplante de órgãos; doadores de órgãos, cadastrados em programas de transplantes; pessoas com hemoglobinopatias.

- Prevenir hepatite B?

Em crianças, é dada em quatro doses: ao nascer, 2,4 e 6 meses. Para os adultos que não se vacinaram na infância, são três doses a depender da situação vacina. É importante que todos que ainda não se vacinaram tomem as três doses da vacina. Pessoas que tenham algum tipo de imunodepressão ou que tenham o vírus HIV, precisam de um esquema especial com dose em dobro, dada nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Em 2017, foram distribuídas 18 milhões de vacinas. Atualmente, 31.191 pacientes estão em tratamento para hepatite B.

- Prevenir hepatite C?

Ainda não existe uma vacina contra a hepatite C a prevenção pode ser feita evitando, o contato com sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes. O tratamento é medicamentoso, há cura em mais de 95% dos casos.

A hepatite tem tratamento?

Sim, há tratamento para a hepatite, com abordagens diferentes para cada tipo de vírus. As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer. No caso da hepatite C, há cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. 

Já no caso da hepatite A, por ser uma doença aguda, o tratamento se baseia em dieta e repouso. Geralmente ocorre a melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, portanto não terá uma nova infecção no futuro.

Como é feito o tratamento de hepatite?

Como orienta o Ministério da Saúde, todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar. 

- Hepatite A

É realizado descanso e hidratação, entre outras atitudes a serem orientadas pelo médico. A doença desaparece por conta própria em um ou dois meses. 

- Hepatite B

Nos casos leves a doença desaparece sozinha. Em casos crônicos são dadas medicações e, dependendo da gravidade, é realizado o transplante de fígado. 

- Hepatite C

A hepatite C é tratada com medicamentos antivirais e, em alguns casos, os medicamentos mais atuais podem erradicar o vírus.

- Hepatite D

O controle da hepatite D se dá através de cuidados médicos e paliativos contínuos. Existem tratamentos específicos para a hepatite D e diferentes regimes possam ser tentados. 

- Hepatite E

O tratamento é feito com reidratação e repouso juntos a cuidados médicos e paliativos. Assim como as hepatites A e B, a hepatite E se cura por conta própria dentro de quatro até seis semanas. 

- Hepatite alcoólica

É realizada a interrupção do uso de álcool e tratamento com hidratação e cuidados alimentares. Alguns medicamentos esteroides também podem ser receitados para ajudar a reduzir a inflamação do fígado.

- Hepatite autoimune

Nesse caso é muito importante o diagnóstico precoce, assim poderá ser controlada com medicamentos para suprimir o sistema imunológico. Em raros casos é necessário o transplante do fígado.

Lembre-se sempre: em caso de qualquer sintoma é de vital importância que você procure um médico. E, além disso, realize sempre a prevenção, evitando o consumo de álcool e realizando uma alimentação saudável.

Fontes: Ministério da Saúde, Hospital Albert Einstein

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